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AS COISAS QUE A GENTE FAZ
O objetivo de todo ser humano é de melhorar sempre,
não há o que contestar. As pessoas querem coisas diferentes,
mas em última análise, a busca é pelo crescimento,
ser feliz.
Isso me faz voltar ao tempo em que um aluno chegou e disse que quando
completou 4 anos, seu avô o levou até a chácara onde
morava e o fez plantar uma árvore frutífera. O que então,
tornou-se um hábito no dia do seu aniversário.
A justificativa dada pelo avô para o neto, era de que seus bisnetos
poderiam comer frutos direto das árvores e, conseqüentemente,
mais saudáveis.
Mas será que os objetivos do avô eram apenas estes? O que
está além do gesto de plantar? Que conseqüências
têm as nossas ações do dia-a-dia?
Talvez possamos encontrar respostas na fábula do Rei e o plantador
de árvores, que conta de um rei que seguia pela estrada com a sua
comitiva, quando viu um homem velho plantando uma arvorezinha.
Achou aquela atitude muito estranha, já que a árvore demoraria
a crescer, quando pudesse dar frutos, o velho, na certa, não estaria
mais lá para aproveitar. |
E então,
o rei perguntou ao velho plantador de árvores porque insistia numa
tarefa tão inútil.
Ao que o homem respondeu:
- Fico feliz em plantar, mesmo não sendo eu quem vai colher. Não
estamos aproveitando hoje as árvores que foram plantadas há
muitos anos? Plantar é o que importa. Não o colher. O rei
considerou sábia a atitude do homem e comovido o entregou um saco
com muitas moedas de ouro como prêmio à sabedoria do plantador
de árvores.
E ele agradeceu assim:
- Viu só como são as coisas? Eu mal acabei de plantar e
já estou colhendo frutos valiosos.
E nós, que frutos já colhemos decorrentes de plantios feitos
ao longo da nossa vida? Que plantios estamos fazendo voltados apenas para
ação do plantar e não do colher?
O saber é um caminho sem volta e é o bem maior que difere
o homem do próprio homem.
É a ferramenta que o ser humano usará para sobreviver. Portanto,
hoje, mais do que nunca, colocar-se a serviço do bem comum, dispor-se
a conhecer o outro, compreender, compartilhar, fará a diferença
para o amanhã.
Transmitir conhecimento requer muito mais que uma ação mecânica.
Requer sabedoria, humildade para assim, permitir a colheita de frutos
muito mais sadios, saborosos...
Que possamos compreender a interdependência entre os seres e a nossa
função, tanto na família quanto na escola, para torná-la
significativa na colheita das próximas gerações.
Que o amor prevaleça sempre em nossos corações.
Margrit Mass
Coordenadora de 1ª a 4ª série do Colégio Martinus
Portão. |