.:: MARTINUS - Conhecimento com Sabedoria ::.
:: Identidade Luterana ::

O Martinus se reconhece como uma instituição evangélico-luterana, ligada à IECLB.

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) tem sua origem no movimento reforma da igreja no século 16 do qual Martim Lutero foi um grande protagonista. Na sua descoberta doutrinária, baseada em seus estudos da Bíblia Sagrada, Lutero afirma que o ser humano é salvo por graça e fé e não por obras meritórias.

O luteranismo chegou ao Brasil em 1824 junto com a imigração alemã e, embora tenha permanecido mais concentrado no Sul e Sudeste do Brasil por mais de um século, hoje há comunidades luteranas espalhadas em quase todos os estados brasileiros.

Desde a sua origem, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil tem nas comunidades sua base de sustentação mais importante. A vida celebrativa tem aí o seu espaço privilegiado. A Igreja abre espaço e valoriza a participação dos membros na vida comunitária.

As escolas da Rede Sinodal de Educação, as quais, em sua grande maioria, têm sua origem na imigração alemã, estão vinculadas à IECLB (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil). Os imigrantes alemães trouxeram uma expressiva bagagem cultural e educacional e providenciaram os meios necessários para aqui preservá-la e ampliá-la. O caminho escolhido para isso foi a criação de instituições educacionais atentas às necessidades vitais e à auto-gestão das pessoas e da própria comunidade.

A característica da confessionalidade permite que as escolas da Rede Sinodal de Educação tenham autonomia nos seus processos de gestão, sejam eles de ordem administrativa, pedagógica ou de pessoal, bem como em suas diretrizes e estratégias, observados os referenciais legais da Educação Nacional.

A identidade luterana caracteriza-se pelo diálogo entre a pedagogia e a teologia, assim como pela leitura da realidade, procurando tornar o fazer pedagógico um ato educativo marcado pelo espírito cristão. Como decorrência desse pressuposto, as decisões pedagógicas devem ser permeadas por princípios humanistas, compreendidos como o respeito à pessoalidade e à individualização no ambiente escolar, a valorização das idéias e da pluralidade cultural, religiosa e social e ao processo interativo entre os diferentes atores do contexto escolar.

O nome “Martinus” deriva do nome de Martim Lutero – quem foi Lutero?

Nascido a 10 de novembro de 1483 na cidade de Eisleben/Alemanha, Martim Lutero foi filho de uma família de mineiros pobres. Estudou filosofia e direito e no ano de 1505 entrou para a Ordem dos Agostinianos. Tornou-se monge, sendo ordenado sacerdote no ano de 1507. Defendeu tese de doutoramento em teologia no ano de 1512. Leciona na cidade de Wittenberg, onde desencadeia, a partir de um estudo acurado das Sagradas Escrituras, um movimento que modificará profundamente o cenário eclesiástico ocidental.

Em 1517 publica 95 teses em que preconiza reformas no interior da Igreja Católica. Não encontrou acolhida para as suas propostas, sendo excomungado no ano de 1521. Redige pequenos livretos e traduz a Bíblia para a língua alemã. Suas teses encontram eco e se espalham rapidamente graças à imprensa.

Suas idéias são propagadas e desencadeia-se um movimento reformador em vários países europeus. Outros simpatizantes lideram iniciativas semelhantes na Suíça e na França.

Pregador brilhante e estudioso exemplar da Bíblia, pronuncia-se acerca de temas que agitavam a sociedade alemã e européia.

A tradução da Bíblia permite que milhares de pessoas tenham acesso ao texto sagrado. Edita um pequeno catecismo para que os pais possam ensinar a seus filhos as bases da fé cristã.

Defende e reivindica junto às autoridades a construção de escolas para rapazes e moças. Músico, compõe inúmeros hinos com melodias e ritmos populares que se tornam verdadeiras prédicas evangélicas.

Sua morte ocorreu em 1546 quando o movimento de ruptura com a Igreja Católica Romana havia acontecido irremediavelmente.

A Rosa de Lutero figura também como símbolo institucional do Martinus, mostrando a sua vinculação com a fé luterana. O que significa esse símbolo?

*A cruz preta, no centro da rosa, lembra que em Jesus o próprio Deus vem ao nosso encontro, sacrificando sua vida e vencendo o poder da morte em nosso favor, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3.16).

* A cruz preta, envolvida pelo coração vermelho, significa que Cristo agiu na nossa vida através da cruz. A nossa vida recebe um novo sentido. Ele é o mais importante. A partir dele todas as coisas e pessoas recebem seus devidos lugares e seu valor. O coração nos faz recordar que é pela fé que somos justificados. A cor vemelha é símbolo do amor que se doa e reparte. Assim como Cristo nos amou, também os seus se amam uns aos outros. Assim como Cristo serve aos seus, eles servem uns aos outros, cada qual conforme o dom que recebeu (Gálatas 6.2).

* As cinco pétalas brancas assinalam que, pela fé, atuante em prol da justiça e da paz, temos alegria, consolo e paz com Deus, conosco mesmos e uns com os outros. Quando a cruz de Cristo tem lugar em nossa vida, ocorre uma transformação. O reino de Deus se faz presente com todas as suas promessas.

*O fundo azul lembra o céu e aponta para a fidelidade de Deus. Deus está conosco. Em Cristo ele nos veio salvar e unir em comunidade. Podemos viver com e para Deus, como sinais de seu reino, já aqui e agora. A cor azul é também esperança no futuro, pois lembra a eternidade.

* O anel dourado lembra o ouro, metal mais precioso. Este anel representa as dádivas que recebemos através da cruz e ressurreição de Jesus. Pela fé recebemos perdão, comunhão, esperança, sentido de vida, o pão de cada dia... Aponta também para aquilo que, na eternidade, nos será dado: alegria sem fim, satisfação de todas as nossas necessidades e anseios. Então veremos, face a face, aquele no qual temos crido.

 
© 2010 - COLÉGIO E CURSOS TÉCNICOS MARTINUS - Conhecimento com Sabedoria - Todos os Direitos Reservados